Mudanças climáticas: como elas impactam o mercado imobiliário?
As mudanças climáticas deixaram de ser um tema distante e já influenciam diretamente diversos setores da economia, e o mercado imobiliário é um deles. ⚠️
Eventos climáticos extremos, como enchentes, ondas de calor, vendavais e períodos prolongados de seca, impactam diretamente a valorização dos imóveis, os critérios de escolha dos compradores e até as exigências legais para novos empreendimentos. Um exemplo recente foi o tornado que atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (10/01), classificado como F2 na Escala Fujita, que vai até o nível cinco, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Fenômenos dessa intensidade evidenciam como eventos climáticos severos já fazem parte da realidade urbana e precisam ser considerados no planejamento imobiliário.
Regiões mais vulneráveis a esse tipo de ocorrência tendem a enfrentar desvalorização, enquanto áreas com melhor infraestrutura, planejamento urbano eficiente e menor risco ambiental ganham cada vez mais destaque. A análise de fatores como drenagem, histórico climático e resiliência urbana passa a ser determinante na tomada de decisão.
Além disso, cresce a demanda por construções mais sustentáveis, com soluções como eficiência energética, melhor aproveitamento de recursos naturais e projetos que priorizam conforto térmico, segurança estrutural e menor impacto ambiental. Incorporadoras, investidores e compradores estão cada vez mais atentos a esses aspectos, que já se tornaram decisivos na escolha e no desenvolvimento de novos empreendimentos.
Entender essa nova dinâmica é essencial para antecipar tendências, reduzir riscos e identificar oportunidades em um mercado que está em constante transformação, cada vez mais influenciado pelas mudanças do clima e pela necessidade de adaptação das cidades.

